Aquisição em larga escala de aparelhos eletrodomésticos, reflexo do aumento de trabalho formal e do acesso ao crédito, explica alta.
Entre janeiro e maio de 2010, o consumo de energia elétrica nas casas brasileiras aumentou 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste começo de ano, as famílias brasileiras consumiram 45,2 mil gigawatts-hora (GWh), 26% do total da eletricidade gerada no pais.
Confira na íntegra acessando http://www.akatu.org.br/central/noticias/2010/consumo-residencial-de-energia-eletrica-quase-8
Blog criado por estudantes do curso de administração UFRGS como forma de divulgar notícias e dicas sobre consumo sustentável
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Decomposição do lixo
Chiclete, bituca de cigarro, papel, latinhas de refrigerante, cascas de frutas, pilhas, garrafas de plástico, bateria de celular, palito de fósforo ou vidro. Imagine quantas pessoas por dia jogam um ou mais desses detritos? Se não existisse a decomposição, a Terra estaria soterrada em uma camada mal cheirosa de dejetos e nós seríamos intoxicados pelos gazes produzidos por este material descartado. Isso só não acontece devido ao trabalho realizado pelas bactérias, fungos, leveduras e micróbios que se alimentam da matéria orgânica do lixo e devolvem-na ao meio ambiente em forma de composto simples.
Todavia, os processos de decomposição não são rápidos, pelo contrário, eles podem demorar meses, anos, décadas e até mesmo séculos. A duração dessa transformação de detrito em gás depende de alguns fatores, como, por exemplo, o calor e a umidade do solo ativam e estimulam as atividades desses microorganismos aeróbios, fazendo assim com que a decomposição ocorra mais rapidamente. Já o terreno ácido e o ambiente aquático dificultam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos, impossibilitando a realização da decomposição. “O tempo de decomposição depende do tipo de lixo. Por exemplo, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco e no caso dos jornais, podem permanecer intactos por décadas. O fósforo não se destrói em ambiente úmido até que se passem cerca de seis meses. Um pedaço de fruta, que se decompõe em cerca de 6 meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor. Já o processo de degradação do chiclete pode durar até 5 anos. Ainda estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer, o alumínio de 200 a 500 anos e um recipiente de vidro fica cerca de 4 mil anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos”, afirma Marcelo Roland Zovico, membro da ONG Preservação de Limeira,SP e um dos diretores da Revista Inove Ambiental, da InovePublisher.
Esses microorganismos quebram o maior número de ligações que compõem o dejeto a fim de absorver o máximo de energia possível, por isso que acabam sobrando compostos bem simples. Porém, esse processo não acontece sempre. Há dois tipos de degradação: a aeróbica e a anaeróbica. A primeira é muito eficiente, se dá através da utilização do oxigênio e libera nitrogênio e enxofre. Já a segunda não é tanto, acontece sem o oxigênio e produz gás metano e sulfídrico.
De acordo com dados do Plano Nacional de Limpeza Urbana (Planurb), do Ministério da Ação Social, estima-se que o Brasil produz mais de 80 mil toneladas de lixo por dia, das quais só a metade é coletada. Dessa coleta, 34% dos dejetos vão para lixões a céu aberto e 63% termina em beiras de rios e áreas alagáveis.
Fonte: Rojas Comunicação
Todavia, os processos de decomposição não são rápidos, pelo contrário, eles podem demorar meses, anos, décadas e até mesmo séculos. A duração dessa transformação de detrito em gás depende de alguns fatores, como, por exemplo, o calor e a umidade do solo ativam e estimulam as atividades desses microorganismos aeróbios, fazendo assim com que a decomposição ocorra mais rapidamente. Já o terreno ácido e o ambiente aquático dificultam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos, impossibilitando a realização da decomposição. “O tempo de decomposição depende do tipo de lixo. Por exemplo, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco e no caso dos jornais, podem permanecer intactos por décadas. O fósforo não se destrói em ambiente úmido até que se passem cerca de seis meses. Um pedaço de fruta, que se decompõe em cerca de 6 meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor. Já o processo de degradação do chiclete pode durar até 5 anos. Ainda estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer, o alumínio de 200 a 500 anos e um recipiente de vidro fica cerca de 4 mil anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos”, afirma Marcelo Roland Zovico, membro da ONG Preservação de Limeira,SP e um dos diretores da Revista Inove Ambiental, da InovePublisher.
Esses microorganismos quebram o maior número de ligações que compõem o dejeto a fim de absorver o máximo de energia possível, por isso que acabam sobrando compostos bem simples. Porém, esse processo não acontece sempre. Há dois tipos de degradação: a aeróbica e a anaeróbica. A primeira é muito eficiente, se dá através da utilização do oxigênio e libera nitrogênio e enxofre. Já a segunda não é tanto, acontece sem o oxigênio e produz gás metano e sulfídrico.
De acordo com dados do Plano Nacional de Limpeza Urbana (Planurb), do Ministério da Ação Social, estima-se que o Brasil produz mais de 80 mil toneladas de lixo por dia, das quais só a metade é coletada. Dessa coleta, 34% dos dejetos vão para lixões a céu aberto e 63% termina em beiras de rios e áreas alagáveis.
Fonte: Rojas Comunicação
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Curitiba ganha o "Oscar" de sustentabilidade
Curitiba ganhou o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege a cada ano a cidade mais sustentável do mundo. O prêmio é organizado pelo Globe Forum, da Suécia. "O desenvolvimento sustentável é um dos grandes desafios da atualidade e do futuro do planeta. Este prêmio é um reconhecimento internacional às ações de Curitiba em prol da sustentabilidade", disse o prefeito Luciano Ducci, que receberá o prêmio no dia 29 de abril, em cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. A eleição de Curitiba foi unanimidade entre os jurados.
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Além de Curitiba, as finalistas eram Sydney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Murcia, na Espanha; Songpa, na Coréia do Sul; Stargard Szczecinski, na Polônia. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.
"O comitê reconhece, por unanimidade, que Curitiba demonstrou grande profundidade no nível de entendimento da essência para o desenvolvimento sustentável de uma cidade, nas políticas públicas e na implementação das ações", afirmou em nota oficial o júri.
O júri avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. O carro chefe do case apresentado por Curitiba ao comitê foi o programa Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município.
Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=18892&Curitiba-ganha-o-pr%C3%AAmio-Globe-Award,-que-elege-a-cidade-mais-sustent%C3%A1vel-do-mundo
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Além de Curitiba, as finalistas eram Sydney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Murcia, na Espanha; Songpa, na Coréia do Sul; Stargard Szczecinski, na Polônia. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.
"O comitê reconhece, por unanimidade, que Curitiba demonstrou grande profundidade no nível de entendimento da essência para o desenvolvimento sustentável de uma cidade, nas políticas públicas e na implementação das ações", afirmou em nota oficial o júri.
O júri avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. O carro chefe do case apresentado por Curitiba ao comitê foi o programa Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município.
Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=18892&Curitiba-ganha-o-pr%C3%AAmio-Globe-Award,-que-elege-a-cidade-mais-sustent%C3%A1vel-do-mundo
sexta-feira, 4 de junho de 2010
"E-lixo maps"
Você tem pilhas, baterias, celulares, carregadores lotando suas gavetas? Sabe que esse “e-lixo” não deve ser jogado no lixo comum, mas também não sabe o que fazer com ele?
Com o projeto “e-lixo maps” (ver www.e-lixo.org), uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Instituto Sergio Motta, o acesso das pessoas aos locais que coletam e/ou reciclam o “e-lixo” fica muito mais fácil. No site, inserindo o CEP e o tipo de “e-lixo” que você precisa descartar, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo eletrônico.
A idéia para o projeto surgiu após a realização, por parte da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da campanha “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle. Não descarte essa idéia”. A ação, que aconteceu no dia 30 de outubro de 2008, teve como objetivo arrecadar pilhas, baterias, celulares e carregadores em mais de 100 pontos de coleta espalhados pela Capital e em 372 municípios. A participação da população no mutirão superou as expectativas, mais de 50 toneladas foram arrecadadas, mostrando que muitas pessoas não possuíam um lugar adequado para levar esse tipo de lixo. Com o “e-lixo maps” ficará mais fácil para a população encontrar uma destinação correta e ecológica para seu lixo eletrônico.
“E-lixo maps” associa a plataforma do Google Maps com um Banco de Dados dos postos de coleta de “e-lixo” em São Paulo. Dessa forma, a informação fica disponível e pode ser visualizada de forma mais funcional e lúdica. O Banco de Dados do projeto contem um conjunto inicial de postos de coleta e contará com o cadastramento contínuo de novos estabelecimentos. Caso o seu estabelecimento não esteja participando, cadastre-se aqui.
O impacto ambiental de centenas de milhares de computadores, baterias de celulares, incontáveis milhões de CDs e de DVDs que são descartados todos os dias é enorme. Não se pode negar os ganhos que a informatização e as telecomunicações agregaram à sociedade nas últimas décadas, mas também não se pode ignorar a emergência de pensar de forma criativa e crítica sobre o impacto do e-lixo na vida cotidiana do planeta.
Fonte: http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/23691-lugar-de-computador-velho-e-na-reciclagem
Com o projeto “e-lixo maps” (ver www.e-lixo.org), uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Instituto Sergio Motta, o acesso das pessoas aos locais que coletam e/ou reciclam o “e-lixo” fica muito mais fácil. No site, inserindo o CEP e o tipo de “e-lixo” que você precisa descartar, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo eletrônico.
A idéia para o projeto surgiu após a realização, por parte da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da campanha “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle. Não descarte essa idéia”. A ação, que aconteceu no dia 30 de outubro de 2008, teve como objetivo arrecadar pilhas, baterias, celulares e carregadores em mais de 100 pontos de coleta espalhados pela Capital e em 372 municípios. A participação da população no mutirão superou as expectativas, mais de 50 toneladas foram arrecadadas, mostrando que muitas pessoas não possuíam um lugar adequado para levar esse tipo de lixo. Com o “e-lixo maps” ficará mais fácil para a população encontrar uma destinação correta e ecológica para seu lixo eletrônico.
“E-lixo maps” associa a plataforma do Google Maps com um Banco de Dados dos postos de coleta de “e-lixo” em São Paulo. Dessa forma, a informação fica disponível e pode ser visualizada de forma mais funcional e lúdica. O Banco de Dados do projeto contem um conjunto inicial de postos de coleta e contará com o cadastramento contínuo de novos estabelecimentos. Caso o seu estabelecimento não esteja participando, cadastre-se aqui.
O impacto ambiental de centenas de milhares de computadores, baterias de celulares, incontáveis milhões de CDs e de DVDs que são descartados todos os dias é enorme. Não se pode negar os ganhos que a informatização e as telecomunicações agregaram à sociedade nas últimas décadas, mas também não se pode ignorar a emergência de pensar de forma criativa e crítica sobre o impacto do e-lixo na vida cotidiana do planeta.
Fonte: http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/23691-lugar-de-computador-velho-e-na-reciclagem
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Philips lança programa de reciclagem de produtos
A Philips, parceira do Insituto Akatu, lançou no dia 15 de março, o Programa Ciclo Sustentável. O evento de lançamento contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, do diretor presidente do Akatu, Helio Mattar, do diretor executivo do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), André Vilhena e do presidente da Philips, Marcus Bicudo.
Com o recém lançado Programa, a empresa auxiliará os consumidores a enviar seus produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos da marca Philips e Walita que não tem mais uso para uma central de reciclagem. Assim, será possível mudar o cenário atual em que o lixo eletrônico já representa no mundo 5% do total de lixo descartado e vem crescendo a uma velocidade 3 vezes maior do que o lixo comum.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, enfatizou que é necessário trabalhar em conjunto com a iniciativa privada quando se fala em ações de sustentabilidade no Brasil. Para ele, esse tipo de ação pressiona o Senado Federal a votar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a empresa fica responsável por fazer a logística reversa. Ou seja, o produto que não tem mais utilidade para o consumidor deverá ser entregue à empresa, que, em parceria com cooperativas de recicladores e catadores, vão desmontar o equipamento e mandar cada parte para a reciclagem, dando a melhor destinação para o material.
O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de descarte de computadores per capita no mundo.
Segundo Marcus Bicudo, "a Philips incentiva seus consumidores a fazer escolhas simples e responsáveis de produtos, buscando os que tenham menor impacto no meio ambiente, desde sua produção até o final da vida útil".
Segundo estudos do Akatu, os consumidores mais conscientes são 33% dos brasileiros e são aqueles que, nas compras, uso e descarte de produtos ou serviços, não consideram apenas o benefício de curto prazo e individual, mas estão também voltados aos benefícios de longo prazo e coletivos.
Fonte: Instituto Akatu
Com o recém lançado Programa, a empresa auxiliará os consumidores a enviar seus produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos da marca Philips e Walita que não tem mais uso para uma central de reciclagem. Assim, será possível mudar o cenário atual em que o lixo eletrônico já representa no mundo 5% do total de lixo descartado e vem crescendo a uma velocidade 3 vezes maior do que o lixo comum.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, enfatizou que é necessário trabalhar em conjunto com a iniciativa privada quando se fala em ações de sustentabilidade no Brasil. Para ele, esse tipo de ação pressiona o Senado Federal a votar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a empresa fica responsável por fazer a logística reversa. Ou seja, o produto que não tem mais utilidade para o consumidor deverá ser entregue à empresa, que, em parceria com cooperativas de recicladores e catadores, vão desmontar o equipamento e mandar cada parte para a reciclagem, dando a melhor destinação para o material.
O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de descarte de computadores per capita no mundo.
Segundo Marcus Bicudo, "a Philips incentiva seus consumidores a fazer escolhas simples e responsáveis de produtos, buscando os que tenham menor impacto no meio ambiente, desde sua produção até o final da vida útil".
Segundo estudos do Akatu, os consumidores mais conscientes são 33% dos brasileiros e são aqueles que, nas compras, uso e descarte de produtos ou serviços, não consideram apenas o benefício de curto prazo e individual, mas estão também voltados aos benefícios de longo prazo e coletivos.
Fonte: Instituto Akatu
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Carrefour inicia processo de banimento de sacolas plásticas
A loja de Piracicaba do Grupo Carrefour lançou no dia 15 de março – Dia Mundial do Consumidor – uma iniciativa pioneira pelo banimento de sacolas plásticas. A cidade servirá de modelo, já que a intenção do Grupo é banir a utilização de sacolas em toda a sua rede de lojas no Brasil até 2014.
Foi uma manhã de muita comemoração e a cerimônia de lançamento contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, do diretor do Instituto Akatu, Helio Mattar, do diretor superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo e do prefeito de Piracicaba, Barjas Negri.
A ação é um marco para o Carrefour no âmbito do consumo consciente e conta com forte apoio governamental, além da parceria com o Instituto Akatu.
Aliás, o envolvimento da sociedade foi fundamental para a escolha de Piracicaba como cidade pioneira da iniciativa.
Sabendo que as sacolas plásticas demoram aproximadamente 400 anos para se decomporem, o Carrefour tomou a frente e decidiu ser a primeira rede no varejo brasileiro a eliminar as sacolas de uma loja. No entanto, os consumidores não ficarão sem alternativas para levar suas compras para casa. Pianez explica que até 31 de março serão disponibilizadas sacolas retornáveis, com capacidade para 35 kg, para os clientes. Após esse período, os consumidores pagarão R$ 1,90 pela sacola.
Será disponibilizada também a sacola de bioplástico, 100% biodegradável e compostável, com capacidade para 8 kg, que custará R$ 0,30. Essa sacola é feita de amido de milho e se decompõe em 18 semanas. O valor arrecadado será doado ao Lar dos Velhinhos de Piracicaba. Os clientes ainda terão caixas de papelão à disposição para carregar as compras.
A iniciativa contempla também os sacos plásticos utilizados dentro das lojas (embalagens de frutas, legumes, açougue e peixaria). Para o acondicionamento desses produtos serão oferecidos gratuitamente saquinhos de material biodegradável. O lixo da loja passará a ser jogado em sacos plásticos fabricados a partir da reciclagem de garrafas PET.
Para consumidores que se acostumaram a acondicionar seu lixo doméstico nas sacolas plásticas tradicionais, o Carrefour desenvolveu uma opção de saco de lixo, produzido com plástico reciclado e que será vendida nas lojas.
A ação também é uma continuação da participação da rede na campanha "Saco é um Saco", lançada no último ano pelo Governo Federal.
Como parte da campanha “Saco é um Saco”, que conta com a parceria do Instituto Akatu, foi lançado, em 2009, o Concurso Cultural “Saco de Ideias” (ver www.sacodeideias.com.br). Internautas de todo o Brasil participaram do concurso enviando vídeos de até 1 minuto com sugestões para reutilizar, recusar e reduzir o uso de sacolas plásticas.
Fonte: Instituto Akatu
Foi uma manhã de muita comemoração e a cerimônia de lançamento contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, do diretor do Instituto Akatu, Helio Mattar, do diretor superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo e do prefeito de Piracicaba, Barjas Negri.
A ação é um marco para o Carrefour no âmbito do consumo consciente e conta com forte apoio governamental, além da parceria com o Instituto Akatu.
Aliás, o envolvimento da sociedade foi fundamental para a escolha de Piracicaba como cidade pioneira da iniciativa.
Sabendo que as sacolas plásticas demoram aproximadamente 400 anos para se decomporem, o Carrefour tomou a frente e decidiu ser a primeira rede no varejo brasileiro a eliminar as sacolas de uma loja. No entanto, os consumidores não ficarão sem alternativas para levar suas compras para casa. Pianez explica que até 31 de março serão disponibilizadas sacolas retornáveis, com capacidade para 35 kg, para os clientes. Após esse período, os consumidores pagarão R$ 1,90 pela sacola.
Será disponibilizada também a sacola de bioplástico, 100% biodegradável e compostável, com capacidade para 8 kg, que custará R$ 0,30. Essa sacola é feita de amido de milho e se decompõe em 18 semanas. O valor arrecadado será doado ao Lar dos Velhinhos de Piracicaba. Os clientes ainda terão caixas de papelão à disposição para carregar as compras.
A iniciativa contempla também os sacos plásticos utilizados dentro das lojas (embalagens de frutas, legumes, açougue e peixaria). Para o acondicionamento desses produtos serão oferecidos gratuitamente saquinhos de material biodegradável. O lixo da loja passará a ser jogado em sacos plásticos fabricados a partir da reciclagem de garrafas PET.
Para consumidores que se acostumaram a acondicionar seu lixo doméstico nas sacolas plásticas tradicionais, o Carrefour desenvolveu uma opção de saco de lixo, produzido com plástico reciclado e que será vendida nas lojas.
A ação também é uma continuação da participação da rede na campanha "Saco é um Saco", lançada no último ano pelo Governo Federal.
Como parte da campanha “Saco é um Saco”, que conta com a parceria do Instituto Akatu, foi lançado, em 2009, o Concurso Cultural “Saco de Ideias” (ver www.sacodeideias.com.br). Internautas de todo o Brasil participaram do concurso enviando vídeos de até 1 minuto com sugestões para reutilizar, recusar e reduzir o uso de sacolas plásticas.
Fonte: Instituto Akatu
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Os impactos da produção animal
O aumento do consumo de carne e seus derivados também é motivo de preocupação, pois a criação de animaisconstitui uma importante fonte de contaminação ambiental. A forma natural de criar animais é deixando-os pastarao ar livre. Assim, seu excremento se integra ao circuito da natureza, devolvendo nutrientes ao solo. Mas quandosão criados em confinamento, os excrementos gerados não retornam ao ciclo natural, como no caso da compostagem.O lançamento desses resíduos nos recursos hídricos tem gerado sérios problemas ambientais, como os já registradosno Estado de Santa Catarina. Nas grandes fazendas modernas, geralmente os animais são alimentados comforragem (soja, milho etc.). A fim de prover esses estábulos com forragem, grandes superfícies de terra de boaqualidade são destinadas à produção de alimento para animais, em vez do cultivo de alimentos para sereshumanos. Em todo o mundo, cerca de 16% da demanda de cereais e 20% dos alimentos feculentos se destinama forragem para gado. Vários países pobres do nosso continente exportam forragem para países europeus paraa produção de carne. Dessa forma, os países europeus exportadores de produtos agrícolas (carne, leite, queijo) nãosó exercem pressão sobre suas terras de cultivo, mas também sobre as terras dos países dos quais compramforragem. O caso dos frangos apresenta um quadro similar. Os frangos produzidos de forma industrial são geralmentealimentados por rações a base de farinha de peixe e soja, o que implica usar como forragem um alimentorico em proteínas e outros nutrientes. Calcula-se que um terço do peixe pescado no mundo seja utilizado emração para produzir carne de frango, de gado, de porco e ovos. Além disso, existem registros da presença na carnede resíduos de antibióticos, hormônios (usados para que o animal cresça melhor e mais rápido) e restos deagrotóxicos da forragem. O consumo de carne difere muito entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimentoe, nestes últimos, entre um grupo social e outro. Assim, os grupos de maior consumo precisarão reverseus padrões de consumo desse alimento. Enquanto isso, pode-se esclarecer os consumidores quanto a suaimportância na modificação dos padrões de produção.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Consumir papel reciclado é a melhor opção?
Depende. Há muita paixão na defesa do reciclado. Muita gente acha que, usando papel reciclado, ajuda a salvar as florestas brasileiras. É comum as pessoas olharem para essa questão de um modo apaixonado, como uma ação para poupar árvores. A fibra de papel reciclado é importante, sim, como complemento do ciclo produtivo, mas, por outro lado, a fibra virgem certificada usada no Brasil não vem de mata nativa, nem contribui para o desmatamento da Amazônia. A fibra utilizada pela indústria de papel é oriunda de florestas plantadas cujo manejo usa a mais alta tecnologia para reduzir os impactos ambientais.
Outro aspecto da questão é que a produção da
fibra virgem gera menos resíduos do que o embranquecimento do papel reciclado. Muitas tintas usam metais pesados em sua composição. Isso acaba virando um resíduo complicado do processo de branqueamento do papel. Já existe tinta biodegradável, mas ela ainda é muito cara e seu uso é inexpressivo.
Também é preciso levar em conta o fato de que a fibra virgem tem propriedades que o papel reciclado não possui, pois a qualidade da celulose se perde durante o processo de reaproveitamento do material. Dependendo do uso que se vai fazer do papel, o reciclado não serve. Isso não significa que a reciclagem deve ser deixada de lado. Pelo contrário:
o reciclado é ótimo, por exemplo, para a produção de papelão microndulado.
São produtos diferentes. Mas os resíduos da reciclagem devem ser cada vez mais reaproveitados. Embora o processo de reciclagem de papel apresente aspectos negativos, como a produção de resíduos, hoje é possível minimizá-los. Se forem trabalhados da forma correta, os dejetos gerados podem ser transformados em fertilizante e até em matéria-prima para a indústria da construção civil. Esse processo está em evolução, assim como o do aprimoramento da qualidade das tintas utilizadas pela indústria, que precisa buscar componentes mais amigáveis ao meio ambiente, mais biodegradáveis.
Não é possível afirmar que 100% do papel precisa
ser reciclado. Isso está fora de cogitação. O processo de produção do papel é cíclico. Em algum momento, torna-se necessária a entrada da fibra virgem, que conta com propriedades realmente superiores. Mas também não podemos deixar de ressaltar o aspecto social da coleta do papel, que gera renda para muita gente. Graças a esse mercado, o papelão tem um índice altíssimo de reciclagem no Brasil.
Ainda é preciso melhorar o reaproveitamento do papel branco, que acaba não sendo descartado corretamente, tornando-se inviável para a reciclagem. Para tanto, a população deve separar adequadamente todo tipo de papel. Além disso, as prefeituras precisam se envolver com a questão, garantindo que a coleta seletiva seja realizada a contento.
Fonte: http://www.cebds.org.br/cebds/pub-docs/Brasil%20Sustentavel%2024.pdf
Outro aspecto da questão é que a produção da
fibra virgem gera menos resíduos do que o embranquecimento do papel reciclado. Muitas tintas usam metais pesados em sua composição. Isso acaba virando um resíduo complicado do processo de branqueamento do papel. Já existe tinta biodegradável, mas ela ainda é muito cara e seu uso é inexpressivo.
Também é preciso levar em conta o fato de que a fibra virgem tem propriedades que o papel reciclado não possui, pois a qualidade da celulose se perde durante o processo de reaproveitamento do material. Dependendo do uso que se vai fazer do papel, o reciclado não serve. Isso não significa que a reciclagem deve ser deixada de lado. Pelo contrário:
o reciclado é ótimo, por exemplo, para a produção de papelão microndulado.
São produtos diferentes. Mas os resíduos da reciclagem devem ser cada vez mais reaproveitados. Embora o processo de reciclagem de papel apresente aspectos negativos, como a produção de resíduos, hoje é possível minimizá-los. Se forem trabalhados da forma correta, os dejetos gerados podem ser transformados em fertilizante e até em matéria-prima para a indústria da construção civil. Esse processo está em evolução, assim como o do aprimoramento da qualidade das tintas utilizadas pela indústria, que precisa buscar componentes mais amigáveis ao meio ambiente, mais biodegradáveis.
Não é possível afirmar que 100% do papel precisa
ser reciclado. Isso está fora de cogitação. O processo de produção do papel é cíclico. Em algum momento, torna-se necessária a entrada da fibra virgem, que conta com propriedades realmente superiores. Mas também não podemos deixar de ressaltar o aspecto social da coleta do papel, que gera renda para muita gente. Graças a esse mercado, o papelão tem um índice altíssimo de reciclagem no Brasil.
Ainda é preciso melhorar o reaproveitamento do papel branco, que acaba não sendo descartado corretamente, tornando-se inviável para a reciclagem. Para tanto, a população deve separar adequadamente todo tipo de papel. Além disso, as prefeituras precisam se envolver com a questão, garantindo que a coleta seletiva seja realizada a contento.
Fonte: http://www.cebds.org.br/cebds/pub-docs/Brasil%20Sustentavel%2024.pdf
terça-feira, 30 de março de 2010
Brasil na contramão da Sustentabilidade!
Plano Governamental prevê menos hidrelétricas e mais térmicas poluentes. É isso mesmo! Enquanto boa parte do mundo investe numa economia de baixa emissão de carbono, o Ministério de Minas e Energia divulgou, em dezembro de 2008, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) para 2008-2017. O plano prevê um aumento na emissão de gás carbônico de 172% até 2017, o que representa que o país passará dos seus atuais 14,4 milhões para 39,3 milhões de toneladas de CO2 emitidas no ar. Tudo graças à implantação de 73 novas termelétricas movidas a combustíveis fosseis, gás, diesel, óleo combustível e carvão. E o pior é que o PDE vai de encontro ao Plano Nacional Sobre Mudança de Clima anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente, o qual tem como objetivo viabilizar o modelo de Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação (REDD) para atrair investimentos na conservação da floresta amazônica. Dentro desse cenário existe um conflito entre ONGs ambientalistas, pesquisadores da área, empresas do setor energético e políticos. Uns defendem que a construção de hidrelétricas na Amazônia, apesar de ser uma fonte de energia limpa, provocaria um impacto sócio-ambiental muito grande. Outros defendem que o uso de fontes de energia alternativa (como energia eólica, biomassa, energia solar) não seria capaz de dar conta do crescimento econômico de 4% a 5% ao ano previsto para os próximos anos. A verdade é que, no final das contas, todos nós saímos perdendo com o aumento da emissão de gás carbônico no ar.
Fonte: http://www.cebds.org.br/cebds/pub-docs/pub-bs-23-2009.pdf
Fonte: http://www.cebds.org.br/cebds/pub-docs/pub-bs-23-2009.pdf
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